sexta-feira, 3 de maio de 2013

Às vezes o gosto de soro escorre pelo rosto sem motivo

Como algo profundo, perdido no meio de flores em um longo campo: é o parar para ouvir a música do ambiente, o vento nos cabelos, nas bochechas, gelando a ponta do nariz. Cochilou por um momento naquele estado de graça, coberta pelas nuvens brancas como a cor de seu vestido, alvos de igual forma. Naquele instante alguns pensamentos rodearam sua mente, como os pássaros acima de sua cabeça (que na verdade, ela nem sabia se existiam, mas certamente via vultos na claridade). Começou a pensar sobre como aquelas sandálias tão bonitas que havia usado pela manhã machucaram seu dedinho, e ainda sentia um pouco de dor. Com devaneios ao olhar para os botões das flores, recordando algo em que já não se lembrava mais.

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